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Auditor-Fiscal aposentado, filiado da DS é autor de livros sobre Xadrez: A criatividade em forma de jogo

Esta semana a DS Curitiba conversou com o auditor fiscal aposentado, Henrique Marinho, que além de ter atuado na Receita Federal do Brasil por quase 40 anos, é médico por formação e escritor por paixão.

Henrique, que hoje tem 75 anos, foi apresentado ao xadrez pela primeira vez há 60 anos atrás por um amigo de infância da cidade em que nasceu – Campinas, no interior do estado de São Paulo. O jogo que começou sendo uma brincadeira e sem maiores pretensões acabou virando coisa séria e apenas dois anos depois, com 17 anos de idade, Henrique já tinha a ideia de escrever um livro sobre o hobby que se tornou, como ele mesmo diz, “uma forma de extravasar a criatividade”.

Participou de vários torneios e foi campeão de Xadrez em Campinas e vice-campeão no Sul do Brasil e chegou a escrever um rascunho do livro. Porém, a faculdade de Medicina tomava muito tempo e Henrique deixou de se dedicar tanto a prática do Xadrez, mas não ao estudo dessa quase ciência. 

Anos depois, após muitas mudanças na vida e na carreira, Henrique Marinho se tornou Auditor-Fiscal pela Receita Federal do Brasil, em 1984, sendo alocado a princípio em Foz do Iguaçu, local em que a atuação dos auditores fiscais é ainda mais intensa por conta da nossa tríplice fronteira.

Em 2002, depois de anos sem se dedicar a escrita, Henrique recebeu um convite do amigo e mestre da Federação Internacional de Xadrez, Rubens Alberto Filguth, para escrever um livro para Academia Internacional de Xadrez. Por coincidência, os dois amigos e apaixonados por xadrez, que se conheceram entre torneios e partidas, vieram a compartilhar também, anos mais tarde, a mesma profissão: Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil.  

Henrique passou o ano seguinte se dedicando ao livro, intitulado de “Maiorias qualitativas nas defesas índias”, e que foi publicado um ano mais tarde, em 2004. O livro é para especialistas. Se você é daqueles que joga xadrez uma vez a cada dois meses nos parques de Curitiba, talvez esse não seja o livro mais adequado para sua cabeceira.

No livro, o autor trata da configuração dos peões no tabuleiro para otimizar as estratégias de defesa das outras peças do jogo. Para quem acha que parece fácil, Henrique adverte: “Xadrez pra mim não é hobby, porque hobby é um passatempo e o Xadrez é coisa séria”.

Em uma empreitada internacional, o autor, com a ajuda de um amigo que hoje mora nos Estados Unidos, conseguiu traduzir o seu livro para o Inglês e o vendeu para editora americana que, consequentemente, traduziu também o trabalho de Marinho para russo. Dessa forma, Henrique Marinho se tornou o primeiro brasileiro autor de um livro sobre Xadrez, cuja obra foi traduzida não só para uma, mas sim duas línguas estrangeiras.

Henrique considera esse feito uma conquista e tanto: “Rússia é pátria do Xadrez e os russos gostam do meu livro”. E ele tem essa certeza, pois um autor russo e grão-mestre em Xadrez, Igor Zaitsev, escreveu uma revisão do livro de Marinho e fez questão de enviar um exemplar a ele.

Essas e muitas outras histórias Henrique nos conta cheio de orgulho. Atualmente, aposentado, ele trabalha no seu segundo livro, ainda mais complexo que o primeiro “Xadrez operacional” que deve estar pronto no segundo semestre de 2019. A última lotação de Henrique, antes de se aposentar, foi a IRF Curitiba.

A DS Curitiba compartilha a história de Henrique Marinho como forma de valorização e divulgação das diversas vocações e talentos que temos escondidos dentre os nossos filiados. O referido livro está à disposição dos filiados na nossa biblioteca e também no nosso site.

 

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